22 de março de 2009

Como nós poderiamos livrar o mundo da AIDS?

Segundo Clare Wilson do editorial da NewScientist o diagnóstico precoce e o adequado tratamento podem auxiliar na redução da incidência da transmissão do vírus.

Na década de 80 os teste para diagnosticar o vírus do HIV começaram a ser realizados, porém o tratamento ainda não existia, assim um resultado positivo era considerado como uma sentença de morte, causando uma enorme barreira para realização do teste.

Em meados de 90 vieram as drugas anti-retrovirais o que trouxe esperança aos soro positivos. Foram introduzidas três drogas, pois o tratamento com somente um tipo de droga poderia favorecer possíveis mutações por parte do vírus e dessa forma tornar-se resistente, porém com três medicações diferentes, o vírus teria que sofrer três mutações, evento pouco provável de acontecer. A terapia tríplice que evita a replicação do vírus trouxe a possibilidade de controle da infecção, dessa forma não havia mas motivos para se ter medo de realizar o teste, ainda assim, ainda há muitos preconceitos quanto a realização do teste sendo considerada para alguns como violação da liberdade.

A criação dos anti-retrovirais trouxe esperança para os portadores do vírus do HIV, devido o aumentou do tempo de vida além da possibilidade de muitos deles nunca transmitirem o vírus, mesmo mantendo relações sexuais sem proteção, estudos tem demonstrado taxas de transmissão zero naqueles indivíduos que fazem uso correto da terapia.

No que diz respeito ao tratamento observou-se significativas mudanças, a medida de progressão do vírus no organismo está baseada na contagem das células CD4, que constituem células do sistema imunológico das quais o vírus infecta e mata.

Em pessoas não infectadas essas células estão presentes na quantia de 500ml por micro de sangue, em portadores do vírus essas células apresentam uma gradual queda, uma vez que essa contagem chega a 200 ml/ul, o sistema imune não consegue mais combater possíveis infecções, dessa forma o sujeito é acometido pelo o que chamamos de infecções oportunistas, sabendo disso a decisão do início da retro-terapia deve ser feita depois da avaliação da contagem do CD4, portanto não se propõe que a terapia anti-retroviral se inicie cedo (logo após diagnostico), antigamente havia boas razões para que o tratamento fosse postergado, pois os primeiros anti-retrovirais tinham efeitos colaterais extremamente desagradáveis além da grande quantidade de drogas a serem ingeridas, cerca de 20 cápsulas por dia. Hoje em dia esses obstáculos foram sanados; há uma infinidade de drogas, com reduzidas quantidades de drágeas facilitando a ingestão.

Pesquisadores agora suspeitam que um longo tempo de infecção do HIV com baixos níveis de ativação do sistema imune podem causar danos no coração, rins e pulmões. Por essas razões a terapia nos países ricos se inicia quando a contagem de CD4 chega a 350ml/ul.

Naturalmente o combate ao vírus do HIV somente poderá acontecer quando aumentarem as possibilidades de se realizar o diagnóstico precoce. No ocidente 1/4 das pessoas descobrem ser portadoras do vírus quando admitidas em um hospital com alguma infecção oportunista, alguns morrem antes mesmo de começar o tratamento.

No último ano a Agência de Proteção a Saúde do Reino Unido tem recomendado como protocolo a realização dos testes em todos os indivíduos admitidos nos hospitais.

O diagnóstico precoce e a enorme possibilidade de tratamento tem levado médicos e pacientes a realizarem mais largamente o teste o que já tem monstrado um ponto positivo na tentativa de combater a AIDS.

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